Pré-socráticos

O ponto inicial da filosofia no ocidente é no período pré-socrático, formado por aqueles filósofos que antecederam Sócrates e seu legado que perduraria à filosofia a partir de seus ensinamentos. Sócrates é considerado indiscutivelmente o filósofo mais importante e influente em toda filosofia helênica e na história da filosofia, só que já existiam outros filósofos antes deste existir, e a filosofia antes dele era bem diferente da qual se seguir a partir dele.

A característica principal dos pré-socráticos é que estes eram naturalistas, onde seus interesses filosóficos se voltavam para o mundo, a natureza e os princípios metafísicos destas duas. Algumas destas seriam a compreenção dos fundamentos da natureza, como o devir e a physis, e do que tudo era constituído, a arché.

Nem todos os filósofos considerados pré-socráticos foram anteriores a época de Sócrates, alguns deles foram contemporâneos dele, só que seguiam o padrão de filosofia dos seus predecessores ou um modelo de filosofia diferente do socrático, como Demócrito, Protágoras e Górgias.

As escolas pré-socráticas foram quatro, sendo elas e seus principais filósofos:

• Escola Jônica: Formada pelos filósofos que viviam na Jônia, uma colônia grega na Ásia Menor. Neste grupo se encontram os milésios, filósofos de Mileto, onde a filosofia ocidental teria se originado. Os milésios, ou milesianos, seriam Tales, Anaximandro e Anaximenes, embora outros jônicos possam ser citados, como Heráclito e Empédocles. Foram eles que deram o aspecto fisicista para os filósofos anteriores à Socrátes, segundo afirmou Aristóteles.

• Escola Eleata: Próprios de Eleia, hoje na atual Itália. Dentre seus filósofos se destacam Parmênides, Zenão e Melisso, embora tenham outros aqui agrupados, que é Xenófanes. Seus conceitos principais eram de que tudo era uno e imutável, perpétuo, e o devir era uma ilusão, propondo uma desconfiança da percepção sensorial.

• Escola Itálica: A escola itálica, teve seu ponto de partida na idade de Crotona, no sul italiano, fundada por Pitágoras, sendo que esta escola também recebe o nome de pitagórica. Dentre seus membros se encontram Temistocléia, Filolau e Árquitas. Acreditavam que os números compunham tudo, o que variava entre todas as coisas existentes eram as proporções e preceitos matemáticos, sendo que Pitágoras dizia que tudo era feito por números, firmando que ela rege uma harmonia cósmica. Sua escola filosófica também era uma seita, onde se estruturava como uma coisa mística. Outra característica dos pitagóricos era a moralidade forte que tinham.

• Escola Atomista: Nela teve-se presente Demócrito de Abdera e Leucipo, apesar de Epicuro e Lucrécio terem se influência desta também, sendo considerados também como atomistas. A escola atomista conceituava o átomo, que para eles seria o mínimo de tudo que existe, sendo a divisão de cada objeto até chegar numa escala tão minúscula que seus pedaços se tornem indivisíveis.

Alguns pré-socráticos são considerados "sem escola", como Ferécides de Siro, Anaxágoras de Clazômenas, Arquelau de Atenas e Hípias de Elis.

Apesar das escolas, os filósofos pré-socráticos podem ser divididos a partir da ideia que cada um tinha sobre a arché das coisas. Os monistas firmavam uma unicidade do mínimo de tudo, havendo apenas um tipo de arché, já os pluralistas caracterizavam teses sobre a arché menos singulares. Sendo assim:

• Monistas: Milésios (Tales, Anaximandro e Anaxímenes), elatas (Parmênides, Zenão e Xenófanes) e Heráclito.
• Pluralistas: Atomistas (Demócrito e Leucipo), Anaxágoras, Pitágoras e Empédocles.
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Referências bibliográficas:
"Fundamentos da Filosofia:Manual do Professor" - Gilberto Cotrim e Mirna Fernandes, Editora Saraiva
"Antologia Ilustrada de Filosofia: Das origens à idade moderna" - Ubaldo Nicola, Globo Editora
"Guia Ilustrado Zahar de Filosofia" - Stephen Law, Editora Zahar

Postagem feita ao dia 25/12/2011 às 21:14

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